

Novo, tudo era novo.
O dia brilhava solenemente, sol apartava as decadentes nuvens pungentes cujo manto selava o brilho celeste do Patriarca solar.O cheiro marinho espraiava através da baía, assolando partículas inertes no seu leito.Leves sulcos de amargos aromas condensavam sisudas sensações de sossego onde a solitude dos pássaros ardia no negrume da maré.
Sentei-me num banco frio de mogno, suspirei por fim.Bem alto soltei uma gargalhada postiça por entre os lábios violeta que cingiam pequenos pedaços de do imunes ao escarlate tom das vigorosas estrelícias que encantavam os adocicados zumbidos das abelhas mestras.Estas encadeadas por sinfonias de pardais rupestres empoleirados nas arvóres insensíveis que cuja sombra massacrava os passeios e as ovais pedras da calçada.
Senhoras murmuravam o desconforto que tais provocam, contudo não assumiam a negligência do uso dos stilettos cor de cinza com reflexos em vinil.
Animei o meu intelecto com tudo o que havia visto naquela minha primeira tarde de Primavera, onde desejara nunca ter estado, onde culpara o tempo por entregar-me tal incumbência.
Dificilmente me fora esclarecida a necessidade de tão brusca viagem.
J.C
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